Inspirado por uma decisão recente de me aposentar da carreira musical, me peguei fazendo algumas reflexões interessantes.
Durante muitos anos da minha vida, cerca de 20 anos, sonhei com uma carreira musical de sucesso
e, de forma intermitente é verdade, passei todo esse tempo perseguindo esse sonho. Os anos foram
passando, a idade acumulando, a voz perdendo a potência e brilho, os problemas se repetindo incessantemente, etc, etc, etc. Até que decidi abandonar esse sonho e tentar sonhar com coisas novas, novos objetivos, já que é isso que nos move e mesmo que eu quisesse, não poderia evitar. Hoje me dedico a outras atividades que, diferentemente da música, dependem muito mais de mim sozinho do que de qualquer outra pessoa e me da a liberdade que pretendo e preciso.
Da mesma forma que na música, busco diariamente meios e métodos para melhorar minha atividade, torná-la mais divertida, eficiente e lucrativa, olhando para as obras de grandes artistas do setor para me inspirar e ter um ponto de objetivo onde quero chegar.
Eis que me dei conta da quantidade de “querer” envolvido nesse ciclo e me perguntei o porque disso.
Se outrora eu almejava ser um músico de sucesso e hoje almejo ser um artista plástico reconhecido, porque o quero? Até onde quero efetivamente chegar e para que? O que motivava grandes artistas em seus respectivos tempos? Será mesmo que o retorno financeiro é o termômetro da realização? Se faz o que se faz para si ou para outrem? Se é para outras pessoas, o que se busca delas? Para que serve o reconhecimento, o sucesso e a “realização”? Afinal de contas o que realmente nos inspira e motiva? Quando de fato nos sentimos realizados.
