domingo, 1 de março de 2020

A função do blog

Afinal de contas, pq diabos serve esse blog, qual sua função e utilidade?

Não tenho pretensão alguma de que esse pequeno depósito de ideias se torne referência ou um "hit" da internet ou mesmo do meio ocultista. Se eu fosse resumir o intuito desse trabalho em uma palavra, essa seria VASÃO...
Sou um pessoa extremamente introspectiva e minha vida é pensar, da hora que levando à hora em que vou me deitar. Tenho uma verdadeira compulsão em pensar sobre absolutamente tudo, mesmo as tarefas mais mecânicas e automáticas se tornam objeto de análise ou uma distração física para que eu possa abstrair em minhas maquinações mentais sem me sentir inerte ou preguiçoso. O quão estranho pode parecer ou ser alguém pensar sobre a vida e questões filosóficas profundas e existenciais enquanto estende roupas no varal? Esse estranho sou eu.


Tantas ideias, tantas reflexões não cabem dentro de mim e não encontro meios muito efetivos para dar vazão a tudo isso, a expôr sentimentos e reflexões por vezes insistentes sem me tornar enfadonho, repetitivo e confuso, pois muitas dessas reflexões eu sei que só fazem algum sentido para mim mesmo. Por outro lado, não dar vasão a essas idéias, sentimentos e reflexões é sufocante, exaustivo e altamente prejudicial, como já pude comprovar no decorrer dos anos.

"Minha vida é tão confusa quanto a América Central", já dizia a música da banda Engenheiros do Hawaii. Minha vida na verdade é bem "normalzinha", mas não posso dizer o mesmo de minha mente. Sou assombrado por toda ordem de sentimentos e pensamentos desencontrados com minha realidade. Hoje mesmo estou sendo visitado por um sentimento que fazia um tempo não tinha, o saudosismo de coisas que nunca vi ou vivi. Já me peguei muitas vezes tentando entender a origem ou função dessas ondas, mas nunca cheguei a conclusão alguma.
Via de regra, músicas antigas, quase exclusivamente da década de 80 são o veículo desses sentimentos. Em uma primeira análise isso já é estranho pra caramba, pois nasci em 81, então quando comecei a me entender por gente e desenvolver qualquer tipo de identidade ou personalidade, essas músicas já eram antigas e não estão vinculadas de forma alguma a nada do que eu tenha passado. Tive uma infância sem privações, mas pobre e restrita como a de quase todos naquela época e cresci ouvindo as músicas que meus pais gostavam, no geral sertanejo raíz, mas desse tipo de música eu desenvolvi verdadeira asco, então, mais uma vez, não existe um vínculo lógico de memória.
Outra curiosidade é que essas músicas despertam várias cenas prontas em minha mente, cenas de video clipes, filmes e em sua maioria, cenas clichês curtas e sem muito nexo que nunca vivi.
Talvez eu devesse me perguntar o que afinal isso tem a ver com magia?
Oras, magia é em essência auto-conhecimento, descoberta do eu e da verdadeira natureza/vontade, ainda mais que esse último ano tenho direcionado todos os meus esforços para justamente me conhecer e me desvendar, então sim, esse tipo de ciclo clama por solução, ou no mínimo compreensão. No momento ainda não tenho nem um, nem outro, mas escrever sobre isso é uma excelente forma de organizar um pouco melhor o fluxo feroz de sentimentos e ideias que se passam em minha cabeça e quem sabe um dia, isso ajude, afinal, posso dizer que minha vida mudou quando aderi de vez e irremediavelmente o hábito de manter meu diário mágico e isso aqui é não mais do que sua extensão, com coisas que não cabem lá.

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