quinta-feira, 9 de julho de 2020

"Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes."

Me peguei recentemente pensando sobre essa frase atribuída a Bernardo de Chartres e popularizada quando dita por Isaac Newton e cheguei a conclusão de que ela é sim verdadeira, mas nem um pouco pontual, se trata sim de um "meia verdade". Em minha concepção, o tempo é o maior inimigo do ser humano e a menos que seja superado e vencido, não há futuro para nós como raça, muito menos como indivíduos. Sem dúvida considero o tempo e a mortalidade humana como meu maior inimigo pessoal e o maior obstáculo evolutivo humano e isso tem tudo a ver com a relatividade dessa frase, que a torna perigosamente falsa.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

O pq de tanto pq....


Questionamento.
Essa palavrinha especial é o que move muitos de nós e muitas vezes é essa capacidade de questionar o mundo e seu funcionamento que nos leva a buscar algo além do que aquilo que o mundo cotidiano e "comum" nos oferece. Pelo menos foi assim comigo. Sempre me perguntei o pq das coisas em minha volta e as respostas prontas, "comuns", oferecidas pela sabedoria popular ou pelas religiões não eram capazes de aplacar meus questionamento.
Creio que o mesmo sentimento, nascido muitas vezes da impotência frente à fatalidades das mais variadas na vida que levam as pessoas às religiões, isso quando a mesma não é imposta desde a infância, claro. Para a maioria das pessoas as respostas prontas e sem espaço para questionamento aplaca o bastante suas almas para que se convençam de que essas respostas profundamente vagas respondam de fato alguma coisa. Para esses, afirmações como "é assim mesmo", "é assim pq sempre foi e sempre será", "é assim pq deus quer", "é assim porque é a natureza das coisas", são o bastante, já para outras o cicle de "por quês" apenas começa nesse ponto: "É assim pq deus quer", mas "pq deus quer assim?" e assim por diante, indefinidamente.

domingo, 21 de junho de 2020

A PSICOLOGIA É UMA ARMA MÁGICA!


Nos últimos meses essa sem dúvida foi a maior constatação que fiz em minha senda mágica, a psicologia deveria ser um conhecimento básico completamente atrelado à magia, talvez até o antecedendo como base preparatória.

Creio que não haja ninguém no meio mágico que discorde do fato de que a magia é mente, tal como dito na primeira lei hermética, "o todo é mente, o universo é mental" e mesmo entre os que discordam da existência ou funcionalidade da magia concorda que ela "parece acontecer" só na mente de quem crê nisso. Ok, mas será que damos a devida atenção a esse conceito ou só o repetimos e acreditamos conhece-lo de forma superficial?

domingo, 1 de março de 2020

A função do blog

Afinal de contas, pq diabos serve esse blog, qual sua função e utilidade?

Não tenho pretensão alguma de que esse pequeno depósito de ideias se torne referência ou um "hit" da internet ou mesmo do meio ocultista. Se eu fosse resumir o intuito desse trabalho em uma palavra, essa seria VASÃO...
Sou um pessoa extremamente introspectiva e minha vida é pensar, da hora que levando à hora em que vou me deitar. Tenho uma verdadeira compulsão em pensar sobre absolutamente tudo, mesmo as tarefas mais mecânicas e automáticas se tornam objeto de análise ou uma distração física para que eu possa abstrair em minhas maquinações mentais sem me sentir inerte ou preguiçoso. O quão estranho pode parecer ou ser alguém pensar sobre a vida e questões filosóficas profundas e existenciais enquanto estende roupas no varal? Esse estranho sou eu.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O que se quer e pq se quer?


Inspirado por uma decisão recente de me aposentar da carreira musical, me peguei fazendo algumas reflexões interessantes.
Durante muitos anos da minha vida, cerca de 20 anos, sonhei com uma carreira musical de sucesso
e, de forma intermitente é verdade, passei todo esse tempo perseguindo esse sonho. Os anos foram 
passando, a idade acumulando, a voz perdendo a potência e brilho, os problemas se repetindo incessantemente, etc, etc, etc. Até que decidi abandonar esse sonho e tentar sonhar com coisas novas, novos objetivos, já que é isso que nos move e mesmo que eu quisesse, não poderia evitar. Hoje me dedico a outras atividades que, diferentemente da música, dependem muito mais de mim sozinho do que de qualquer outra pessoa e me da a liberdade que pretendo e preciso. 
Da mesma forma que na música, busco diariamente meios e métodos para melhorar minha atividade, torná-la mais divertida, eficiente e lucrativa, olhando para as obras de grandes artistas do setor para me inspirar e ter um ponto de objetivo onde quero chegar. 
Eis que me dei conta da quantidade de “querer” envolvido nesse ciclo e me perguntei o porque disso.
Se outrora eu almejava ser um músico de sucesso e hoje almejo ser um artista plástico reconhecido, porque o quero? Até onde quero efetivamente chegar e para que? O que motivava grandes artistas em seus respectivos tempos? Será mesmo que o retorno financeiro é o termômetro da realização? Se faz o que se faz para si ou para outrem? Se é para outras pessoas, o que se busca delas? Para que serve o reconhecimento, o sucesso e a “realização”? Afinal de contas o que realmente nos inspira e motiva? Quando de fato nos sentimos realizados.